• Home
  • Notícias
  • Franchising tem crescimento de 5,1% no primeiro trimestre
Franchising tem crescimento de 5,1% no primeiro trimestre

Franchising tem crescimento de 5,1% no primeiro trimestre

O franchising teve alta de 5,1% em seu faturamento no primeiro trimestre deste ano – ao se comparar com o igual período do ano anterior -, conforme dados divulgados na manhã desta quinta-feira (10) pela Associação Brasileira do Franchising (ABF). O faturamento passou de R$ 36,890 bilhões para R$ 38,762 bilhões no período analisado pela entidade. Segundo o presidente da ABF, Altino Altino Cristofoletti Junior, em 12 meses essa alta chegou a 7%, o que reforça o potencial do segmento dentro da economia brasileira.

Leia mais: Redes profissionalizam procura por franqueados

Entretanto, mesmo com o bom desempenho, a entidade reviu a projeção de crescimento do segmento para este ano. Anteriormente, a perspectiva era de alta de 10% ao longo deste ano, agora essa estimativa varia entre alta de 7% a 8%. A explicação para a revisão das projeções deve-se aos resultados ainda pessimistas dos indicadores econômicos brasileiros, entre eles do Produto Interno Bruto (PIB), que projeta recuperação lenta do Brasil com crescimento de 2,7% este ano.

A geração de empregos formais no setor é reflexo do número de aberturas de novas unidades franqueadas no País. Em três meses, as novas unidades crescerem 2,2%, e em comparação com os três primeiros meses de 2017, esse índice foi elevado em 1%.  “Esse crescimento ressalta o trabalho das franqueadoras em melhorarem seus processos, desenvolverem novos modelos de negócios e na continuação do processo de expansão das redes de forma estruturadas”, enfatizou o presidente da ABF.

Crescimento sustentável

Segundo a gerente de inteligência de mercado da ABF, Vanessa Bretas, há dois anos o setor tem se movimentado na criação de novos formatos, em novos canais de venda, assim como na eficiência operacional das redes. Essas iniciativas, além de ajudarem no crescimento das redes durante todo o período de crise econômica, ajudaram na profissionalização do setor no País. “As redes têm reformulado seus modelos de negócios e expandido as operações para novos nichos e canais. Temos visto uma crescente oferta de franquias home- based, redes ampliando o canal de venda por meio do e-commerce, além de ofertar operação com menor custo de investimento. Isso colabora para o desenvolvimento sustentável do setor”, explicou a especialista.

Leia mais: ChipsAway quer expandir e cria nova marca de franquia

Outro dado interessante e que fomenta essa reestruturação das redes franqueadoras é a migração de locais para a instalação de pontos de vendas. No balanço divulgado nesta quinta-feira (10), foi identificado que os locais não tradicionais, ou seja, fora de shopping centers e lojas de rua, têm tido melhor representatividade no setor. Identificados como Outros, lojas em condomínios (residenciais ou empresariais), universidades, clubes, supermercados e afins, passou de uma participação de 3% em 2017, para 5% este ano. “Isso reforça os esforços das franqueadas em expandirem seus negócios de forma sustentável”, enfatizou o presidente da ABF.

Já os pontos de vendas tradicionais do franchising tiveram queda nessa participação, sendo que as lojas de rua passaram de 66% para 65% – de representatividade – e os shopping centers, de 23% para 21%.

Por Flávia Milhassi Denone, do Universo Franchising

Quer saber tudo sobre o mundo das franquias? Fique atento as novidades do Universo Franchising.